Primeiras impressões - Leitura do prefácio e textos introdutórios do livro Lições de Arquitetura de Herman Hertzberger


Diante da realidade de um mundo diverso, complexo e rico em possibilidades de abordagens para problemas semelhantes, Hertzberger chama nossa atenção para cada descoberta como fruto da cultura à qual pertencemos. 


Do conhecimento local da arquitetura vernacular à perspectiva adaptável da arquitetura estruturalista, a obra construída reflete possibilidades que se tornam viáveis à medida que o conhecimento adquirido é transformado em resposta aos desafios apresentados.


Nesse sentido, a riqueza de experiências e a integração de saberes são fundamentais para que o senso crítico não esteja permeado por vieses que priorizam a forma e a concepção singular do que é belo.


A oportunidade do arquiteto está em enxergar, como elemento fundamental de composição do espaço, o humano, o cotidiano, o social. Isso implica deixar de ser o “arquiteto-deus” e, como um arquiteto de pés descalços, amassar o barro e o ego com os pés.


Produzir algo estimulante e confortável, belo e útil, adequado e oportuno é um desafio e uma responsabilidade que se traduzem em cada escolha do arquiteto e do urbanista que, aos olhos de Hertzberger, e aos meus, são agentes produtores e modificadores do espaço e, como tais, devem fazê-lo de forma consciente e, se possível, de forma que todos possam usar, não apenas o Imperador.


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